domingo, 6 de novembro de 2011

Último Pedido

Alguns momentos já passaram, outros ainda poderíamos ter.
Alguns palavrões já dissemos, outros ainda poderíamos dizer.
Alguns abraços já ganhei, mas tantos outros ainda gostaria de receber.
Se for partir, por favor, me leve com você.

Mas quer tanto ir e me deixar
Você quer fugir e eu quero chorar
Assim é difícil continuar

Tenho medo de não conseguir
De me perder não tendo você por aqui.
Tenho tanto medo que até chego a tremer
De saudade de nós, e principalmente de você.

Se algum pedido ainda posso lhe fazer
É aquele bem clichê...
Pra você nunca mais me esquecer.

...

É engraçado como a diferença entre o modo que nos enxergamos e o modo como o mundo nos enxerga é bem diferente. Uma vez, um amigo me disse que não gostava de espelho. Que tinha aflição em pensar que talvez, ele visse coisas que ninguém mais conseguiria enxergar. Achei aquilo um tanto quanto estranho e não parei pra pensar como a teoria dele pode fazer sentido.

Não que eu possa ter um nariz diferente do que vejo, a diferença não está na aparência e sim no que mostramos pr'o mundo. Uma pessoa pode dizer que é tímida, mas ao mesmo tempo ser tão extrovertida para os amigos. Ou um menino pode dizer que é tão sábio, mas no fundo, é bem hipócrita. Não sei o que pensar sobre esse assunto...

Só sei que devemos acreditar naquilo que vemos em nosso reflexo, porque se não acreditarmos em nós mesmos, quem é que vai? Eu, por exemplo, coloquei reticências como o título do post, por achá-lo tão desnecessário, tão confuso... Mesmo assim quis publicar porque é um pensamento, e qualquer pensamento vale nesse mundo desde que nos faça entender melhor alguma questão embaralhada na nossa cabeça.

Solitário

A solidão nunca foi problema. Desde pequeno me deitava sobre o tapete que ficava na sala da minha vó, e brincava com todos os meus brinquedos, munido de muita imaginação. Com o tempo, fui crescendo, e larguei o tapete pela sala de aula, pela minha mesa... aonde eu tanto desenhava enquanto todos os outros alunos conversavam e interagiam entre si.

Desses momentos me lembro bastante, e sempre que preciso retornar as minhas origens, é nessa parte da minha vida que penso. Sozinhos somos nós mesmos, fazemos coisas que os outros não sabem, colocamos em prática todos os nossos desejos.

E agora que me pego escrevendo nesse blog, sem nenhum leitor, sem nenhum vestígio de humanidade (a não ser pelas minhas próprias palavras), percebo que nunca mostrei o que escrevo para ninguém, nunca nem mesmo falei que escrevia. Por isso, eu consigo escrever sobre os medos mais profundos, sobre as minhas alegrias e conquistas.

Saber que alguém te olha é um tanto quanto estranho pra mim, não me sinto confortável. Meu desejo - a princípio - era que o blog fosse lido pelo menos por pessoas desconhecidas que não saberiam quem estava escrevendo... Por enquanto, ninguém leu, ninguém comentou... E isso tanto me faz lembrar daqueles momentos solitários. Mas quem se importa? Se ninguém conhece não existe opinião, não existe conselho, não existe crítica, não existe elogio. E talvez essa seja a parte boa, talvez essa seja a parte aonde eu existo.

Mas vambora, um dia, quem sabe... o barulho seja feito.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sem título, bem infundado

Hoje senti uma grande necessidade de mudança. Mudar para crescer, crescer como pessoa e consequentemente amadurecer. Parar de assistir e reclamar, para finalmente fazer a mudança acontecer.

Ando ouvindo muita música brasileira, ando escrevendo sem parar e, principalmente ando prestando atenção nas coisas simples da vida. Por isso a tal mudança. Esse novo eu, não reconhece mais o antigo, e é no mínimo angustiante viver assim.

Não vou negar que muitas outras mudanças já aconteceram na minha vida. E se for reparar, todas elas envolveram um novo circuito social e uma nova maneira de pensar e agir.

O que difere essa mudança das outras, é o amadurecimento. Essa mudança é como uma fruta que esperou a vida toda para amadurecer e enfim, completar o seu ciclo. Não quero me distanciar de ninguém, não quero mais ficar indo e vindo. Quero mostrar quem realmente sou, o que realmente penso e a maneira que eu tenho de enxergar o Mundo.

Pode soar meio fantasioso para quem está de fora. Mas para mim, é extremamente necessário mudar. Mudo e mudo dia após dia. Sinto a necessidade de um recolhimento, de um momento meu. E chegou a hora.
Me despedi de algumas redes sociais, e me deparei comigo mesmo. Aliás, as redes sociais também poderiam ser consideradas culpadas, pois elas nos distanciam. Estamos sempre querendo moldar a nossa imagem, e uma prova disso é que hoje em dia, não tiramos mais fotos para guardar um momento, e sim, para mostrar a nossa imagem superficial.

Bem, acontece que deletando as redes sociais, deletando as fotos, deletando tudo, eu tenho mais tempo comigo mesmo e com as coisas pequenas que me cercam. E é isso que importa. Amadurecer.

AdeuzzZ

Toda a tristeza foi embora.
E com ela a vida.

Todo o sono se foi.
E com ele todos os sonhos.

Todos os problemas deram adeus.
E com eles, toda a existência.

Agora sou eu, e o mundo.
Que coisa mais sem graça de ser.

Cafuné

Egoísmo no dicionário é descrito como sendo o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Assim mesmo. Sem tirar e sem pôr uma palavra sequer.
Seria então egoísmo a separação? Quando pais se separam, eles estão colocando a vontade na frente de seus filhos principalmente. Porém, se eles não se separassem pensando nos filhos, estes também estariam sendo egoístas.
Então na vida, todos nós somos assumidamente egoístas e não há nada de errado nisso. O egoísmo em questão, não está na separação e nem ao menos na vida de tantas pessoas que certamente mudarão de rumo.
 O egoísmo está em como as pessoas lidarão com o fato. Eu, por exemplo, sou filho de pais separados, possuo uma irmã mais velha, e foi ela que sempre recebeu a atenção. Fui colocado como coadjuvante ou quem sabe como um mero integrante de uma grandiosa figuração.
Meu egoísmo é não saber lidar com a situação até hoje. E quem vai me julgar? O egoísmo é meu, de mais ninguém. E sendo assim, eu posso manifestar tal sentimento da maneira que bem entender. Quem sabe um dia eu não aprenda a lidar com as pessoas? Com os sentimentos delas... E com tantas vidas que mudam de rumo a todo o momento.
Me encontro diante da tristeza, querendo a atenção familiar cada vez mais. O meu medo é cair no esquecimento, por culpa dessa maldita separação, consumada anos atrás. E se as pessoas esquecerem que faço parte da família? E se elas não me aceitarem? E se eu não aceitá-las? Realmente não me importo tanto assim, na verdade, acho que até estou fazendo isso apenas para chamar atenção, e quem sabe eu consiga ganhar um cafuné...

Um cafuné escutando the cinematic orchestra, seria a melhor coisa no momento.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A sujeira está toda por cima dos panos, é só ler nas entrelinhas.

Quem nunca varreu o quarto em um momento entediante e diante da preguiça ou do desleixo de ter que pegar um saco de lixo, jogou toda a sujeirada para baixo dos panos?
Aquele seu tapete, certamente esconde um mostro terrivelmente perigoso para os alérgicos, já que embaixo dele, toda a poeira do seu quarto, e até da sua casa inteira, está escondida.
Mas e quando a sujeira é aparente? E quando não fazemos questão de ostentar um quarto super limpo e organizado?
Viver na sujeira, conviver com a poeira e com todos os ácaros pode não ser considerado um "pecado". Todos nós sabemos a verdade sobre os tapetes e tudo que há abaixo deles. A questão é... Deixar de se preocupar com isso e mostrar toda a sujeira existente por cima dos panos, seria um erro?
Para mim, seria apenas transparente. Só não chamo de verdadeiro para não cair no clichê, no qual as pessoas que se intitulam "super sinceras" tanto adoram.
Não é sinceridade que está em jogo, é apenas uma opção: jogar a sujeira embaixo ou em cima dos tapetes. E eu, ressalvo, fico com a segunda opção.