Medo sempre esteve presente em minha vida. Quando pequeno, eu não conseguia dormir sem segurar a mão do meu avô, que dormia ao meu lado, preparado para enfrentar qualquer monstro ou vilão que poderia aparecer para uma criança durante a noite. E ele cumpria com o seu dever, sem nem mesmo se irritar quando era acordado de madrugada com outro pedido de "vô me da a mão?".
Mas a gente vai crescendo e o medo vai se transformando. Já tive medo de ladrão, de tubarão, de sequestro, de drogas, de desmaiar, de bala perdida, de acidente de avião, do fim do mundo e tantos outros. Mas olhando bem, de que adianta temer?
Dizem que os que mais temem são os que vivem mais. Me responda agora: De que adianta viver muito se você vai viver com medo?
A vida pode ser linda sem ele. Se sentir seguro é a melhor coisa para uma pessoa.
Hoje ando em um momento difícil aqui em casa. Brigas constantes com a minha família e também com aquele avô tão gentil.
Quem sabe um dia tudo volte pro lugar, ou não. A vida é assim mesmo, a gente vai crescendo e as coisas vão mudando. Não é porque elas eram boas de uma forma que não podem ser boas de outra forma também.
Vou aproveitando tudo o que aparece, esse ano está sendo o ano do crescimento. Amadureci tudo o
que havia para amadurecer em poucos meses.
Levo como aprendizado as coisas boas e ruins, porque só assim podemos ser felizes. Sem esse medo que tanto nos apavora. Não tema nada, o medo não te leva pra frente. E principalmente: não tema o desconhecido, pois ele é a coisa mais saborosa que pode existir em sua vida.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Pra alguém ler
Pra se esse alguém um dia escutar
Pra se esse alguém um dia ler
Fique registrado que eu só fiz amar
E isso é difícil de se entender
Se alguém um dia ouvir falar
Diz que eu to aqui
Ainda querendo escutar
Mas se alguém um dia te contar
Diz que me ama
E que só sabe amar
E se ainda assim o amor estragar
A gente colhe do pé
Que lá é mais gostoso de pegar
RF
Pra se esse alguém um dia ler
Fique registrado que eu só fiz amar
E isso é difícil de se entender
Se alguém um dia ouvir falar
Diz que eu to aqui
Ainda querendo escutar
Mas se alguém um dia te contar
Diz que me ama
E que só sabe amar
E se ainda assim o amor estragar
A gente colhe do pé
Que lá é mais gostoso de pegar
RF
Nosso pior inimigo: O Amor
Olha a gente aqui de novo falando sobre amor. Olha a gente ai de novo tentando não se machucar.
Amar é o verbo mais difícil de se explicar e de se entender. Como pode alguém amar e mesmo assim buscar outros amores? Como pode alguém se sentir tão bem com alguém que faz um mal? Como pode amar e ser amado?
Amor é uma coisa difícil. E fica mais ainda difícil aos nossos olhos, meros mortais.
É como esperar o samba na sapucaí e esse samba te decepcionar. Dá um medo gostoso de se entregar e quando se entrega fica mais gostoso ainda.
Aí começam os momentos ruins, aqueles momentos que nos fazem pensar que nunca fomos amados de verdade. Como saber se o amor existe? Como saber? Se não tem jeito, fica aquele ditado no ar "se não pode com o inimigo, junte-se a ele". Se o amor ta aí sendo acusado de inimizade, de coisa ruim, de só fazer mal... Junte-se a ele e viva os melhores momentos da sua vida, aqueles momentos que quando passam nos fazer dar conta de como eram doces, mesmo nos fazendo mal.
Amar é ruim e por isso que é bom. Amemos mais!
Amar é o verbo mais difícil de se explicar e de se entender. Como pode alguém amar e mesmo assim buscar outros amores? Como pode alguém se sentir tão bem com alguém que faz um mal? Como pode amar e ser amado?
Amor é uma coisa difícil. E fica mais ainda difícil aos nossos olhos, meros mortais.
É como esperar o samba na sapucaí e esse samba te decepcionar. Dá um medo gostoso de se entregar e quando se entrega fica mais gostoso ainda.
Aí começam os momentos ruins, aqueles momentos que nos fazem pensar que nunca fomos amados de verdade. Como saber se o amor existe? Como saber? Se não tem jeito, fica aquele ditado no ar "se não pode com o inimigo, junte-se a ele". Se o amor ta aí sendo acusado de inimizade, de coisa ruim, de só fazer mal... Junte-se a ele e viva os melhores momentos da sua vida, aqueles momentos que quando passam nos fazer dar conta de como eram doces, mesmo nos fazendo mal.
Amar é ruim e por isso que é bom. Amemos mais!
sábado, 16 de junho de 2012
Conto Contado
O sapo, O beijo, O príncipe, O amor e O pra sempre
Num dia ensolarado, o sapo encontrou um beijo.
Era uma vez um beijo.
Num dia apaixonado, o beijo encontrou um sapo.
O sapo virou um príncipe.
E resolveu que queria mais beijos.
O beijo virou passado.
E resolveu que queria virar amor.
O príncipe achou que podia tudo.
Aos poucos foi perdendo a realeza.
O beijo virou amor de verdade.
Aos poucos foi se entregando cada vez mais.
O príncipe enlouqueceu.
Queria o amor e a realeza de uma vez.
O amor ficou lá.
E de tudo ele fez.
O príncipe ficou pobre, e andando pelas vielas, percebeu que era melhor sem o amor.
O amor ficou triste, e batendo no coração, percebeu que não viveria sem ter alguém.
O príncipe resolveu amar, mesmo que pobre, mesmo que sozinho.
O amor resolveu amar, mesmo que cansado, mesmo que sem carinho.
E juntos eles viveram felizes.
O pra sempre ainda há de chegar.
domingo, 10 de junho de 2012
Nada!
Não sei é mais de nada, não sei nem sobre o que tô escrevendo...
É chato ler um blog que nada tem a dizer, é chato.
Mas pra que ter temas? Não, hoje eu não quero falar de amor e nem de saudade.
Hoje eu não quero comentar sobre as flores e nem sobre o sol que nunca aparece...
To afim de escrever e apenas es-cre-ver.
Falar sem ter o que falar é muito bom, assim você fala o que vem a cabeça e o que vem a cabeça é sempre o mais interessante a se ouvir ou ler.

Tô escrevendo sobre nada, porque hoje eu não quero ter sobre o que falar.
Olha que bonito, olha que delícia, já são mais ou menos 106 palavras ditas sobre o nada.
Se pararmos para pensar, a vida não é isso? São palavras ditas, ouvidas, pensadas que dizem sobre nada, nada, nada.
E olha que lindo, pensei em escrever sobre o nada e isso já é estar escrevendo sobre algo.
E olha que mais lindo, pensando em escrever sobre nada, acabei escrevendo sobre rebeldia.
O nada pode ser interessante, o nada pode ser mais produtivo.
Viva o nada!
É chato ler um blog que nada tem a dizer, é chato.
Mas pra que ter temas? Não, hoje eu não quero falar de amor e nem de saudade.
Hoje eu não quero comentar sobre as flores e nem sobre o sol que nunca aparece...
To afim de escrever e apenas es-cre-ver.
Falar sem ter o que falar é muito bom, assim você fala o que vem a cabeça e o que vem a cabeça é sempre o mais interessante a se ouvir ou ler.

Tô escrevendo sobre nada, porque hoje eu não quero ter sobre o que falar.
Olha que bonito, olha que delícia, já são mais ou menos 106 palavras ditas sobre o nada.
Se pararmos para pensar, a vida não é isso? São palavras ditas, ouvidas, pensadas que dizem sobre nada, nada, nada.
E olha que lindo, pensei em escrever sobre o nada e isso já é estar escrevendo sobre algo.
E olha que mais lindo, pensando em escrever sobre nada, acabei escrevendo sobre rebeldia.
O nada pode ser interessante, o nada pode ser mais produtivo.
Viva o nada!
terça-feira, 29 de maio de 2012
Contraditório
Sou eu.
Sim, ergo os meus braços e bato no peito admitindo que eu sou o ser mais contraditório do mundo.
Amo e digo que odeio, quero e digo que não gosto, tento não querendo tentar.
Vice-versa, versa-vice, versa-verso, disse-não disse.
É você.
Não, você não admite o quanto confuso tende a ser.
Ama e diz que ama, quer e diz que quer, tenta querendo tentar.
Sem o vice, sem o versa, sem o verso e só no disse.
Qual a graça de ser tão natural, tão fácil de se compreender?
Eu sou a confusão do mundo, eu sou a explosão do sentimento, eu sou o ser humano na sua forma mais passional de ser um ser chamado ser humano.
E no final das contas, eu, sendo tão contraditório, acabo escancarando na testa o quanto posso amar.
E você, sem culpa no cartório, me deixa assim, sem saber o que achar.
Não é tudo tão contraditório? Chego até a me questionar...
Sim, ergo os meus braços e bato no peito admitindo que eu sou o ser mais contraditório do mundo.
Amo e digo que odeio, quero e digo que não gosto, tento não querendo tentar.
Vice-versa, versa-vice, versa-verso, disse-não disse.
É você.
Não, você não admite o quanto confuso tende a ser.
Ama e diz que ama, quer e diz que quer, tenta querendo tentar.
Sem o vice, sem o versa, sem o verso e só no disse.
Qual a graça de ser tão natural, tão fácil de se compreender?
Eu sou a confusão do mundo, eu sou a explosão do sentimento, eu sou o ser humano na sua forma mais passional de ser um ser chamado ser humano.
E no final das contas, eu, sendo tão contraditório, acabo escancarando na testa o quanto posso amar.
E você, sem culpa no cartório, me deixa assim, sem saber o que achar.
Não é tudo tão contraditório? Chego até a me questionar...
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sobre: Sei-la-o-quê
Tento só escrever quando me sinto bem, e esse é um momento bom para tal tarefa. Por isso, pulei da cama depois que o despertador tocou algumas (muitas) vezes, tomei um copão de nescau com pão na chapa, liguei o som, botei Maria Rita pra tocar, acendi um incenso, conversei com vó e vô e agora to aqui, em plenitude, escrevendo sobre sei-la-o-quê.
O momento é oportuno porque a tal felicidade voltou a bater na porta. 2012 finalmente está começando.
O verão acabou, agora temos que nos acostumar com a chuva caindo no telhado e o frio entrando pela janela, então bota uma meia meu rapaz, se aconchegue aqui na minha cama, traga um cigarro e um bom filme e venha ficar comigo durante esse dia bonito, cheio de sol e cheio de frio.
É só o que eu desejo pra hoje.
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